Editorial
No final do ano passado, a Coface Brasil apresentou dados mostrando que a economia brasileira e latino-americana crescerá abaixo da média mundial. O Brasil deverá expandir 1,9% em 2026, ante previsão de 2,2% para este ano, enquanto o crescimento médio projetado para a América Latina é de 2,2% em 2026, semelhante aos 2,1% previstos para 2025. Conforme analista ouvidos no webinar “Forecast Econômico 2026”, a desaceleração gradual do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil decorre, principalmente, das condições restritivas para investimentos diante da alta taxa de juros básicos. A projeção acabou traçando um cenário dos desafios e oportunidades para as principais economias mundiais e países latino-americanos, incluindo o Brasil, no próximo ano, ainda sob impacto da guerra tarifária norte-americana.
Diante desse cenário de baixo crescimento econômico, o mercado de brinquedos viveu o ano de 2025 de incertezas e os resultados para muitas empresas foi abaixo do projeto para essa temporada. Se o varejo físico teve dificuldades com a crescente concorrência do e-commerce —que hoje já representa cerca de 20% do movimento do varejo do brinquedo, mesmo eles também projetavam um maior crescimento, o que acabou não acontecendo, também se acrescenta nesta conta a mudança de comportamento do consumidor de brinquedos.
Pesquisas da ABRINQ, com base em levantamentos da Comex Stat, constataram um aumento de 2024 para 2025, com o faturamento total do setor de brinquedos registrando um crescimento de 1,86%, e alcançando R$ 10,3 bilhões no varejo brasileiro. Ainda segundo dados da ABRINQ, a produção nacional também registrou crescimento mínimo, com alta de 0,46%, indicando um movimento gradual. Já os brinquedos importados se destacaram com desempenho acima da média do mercado, crescendo 4% garantindo sua participação no faturamento total do setor. De 2020 a 2024, o mercado de brinquedos no Brasil cresceu 36%, passando de R$ 7,5 bilhões para R$ 10,2 bilhões – e a estimativa de fechamento do ano passado é de R$ 11 bilhões, segundo a entidade.
Neste cenário, com a virada de ano para 2026 vivemos a expectativa do início da feira Abrin, a maior feira de brinquedos da América Latina, que começa logo no dia 1º. De março em São Paulo, cujos principais lançamentos você pode acompanhar nesta edição da nossa publicação.
Ainda falando em lançamentos para 2026, mostramos os novos produtos do portfólio da importadora Tag Toys, com destaque para carrinhos em escala 1:64, seu carro-chefe.
Em Feiras Internacionais, trazemos os acontecimentos da 75ª Spielwarenmesse, que entusiasmou a indústria global no final do mês de janeiro em Nuremberg, com inúmeras atividades comemorativas, uma atmosfera vibrante e inovações e tendências pioneiras.
Já na matéria de Perfil, apresentamos o jovem ator Fernando Mello, que em 2026 já tem duas estreias importantes marcadas para o ano de 2026, “Clarice Vê Estrelas” e “Os Farofeiros 3”, que entra em circuito comercial nas telonas em agosto.
É só conferir.
Boa leitura a todos
Os Editores