Editorial
Enquanto expositores e visitantes criavam expectativas do que seria a 42ª. Feira de Brinquedos Abrin-2026, o mundo recebia a notícia de que o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, 86, foi morto em um ataque massivo e conjunto dos Estados Unidos e de Israel em Teerã. O bombardeio letal atingiu o complexo do líder, matando também sua filha, genro e neto, além de eliminar outros altos comandantes militares e de inteligência do regime. A operação tem como objetivo central a mudança de regime no Irã. O presidente americano Donald Trump celebrou a queda de Khamenei e incitou abertamente a população local a tomar o controle do governo. Elevando a tensão da ofensiva.
O que parecia não ter nada a ver com o mercado de brinque¬dos no Brasil, poucos dias depois viraria um tormento para os empresários do setor, que dependem da matéria-prima vinda do petróleo, cujo preço foi diretamente afetado pela Guerra do Irã. A violenta troca de hostilidades forçou o fechamento prático do Estreito de Ormuz, artéria marítima por onde transita um quinto de todo o suprimento mundial de petróleo.
Diante dessas e outras incertezas, vivemos 4 dias intensos do mercado de brinquedos no Pavilhão do Expo Center Norte, em São Paulo, onde foi realizado o evento.
E o que se viu foram as mudanças que estão afetando o jeito de brincar, e consequentemente o mercado como um todo. Muitos lançamentos com tecnologia embarcada, e alguns brin¬quedos já usando Inteligência Artificial (IA), entre outros features. Mas a nostalgia ainda se fez presente em alguns lançamentos e a aposta em blockbusters dos cinemas deu o tom em vários lançamentos dos expositores.
Mas os rumores de que as coisas não iam bem para algumas das nossas empresas também circularam fortes pelas ruas do Pavilhão do Center Norte. Maus presságios para um início de ano que promete bons negócios no segundo semestre.
‘Vamos torcer para que os ventos mudem.’
Falando em torcer, em ano de Copa do Mundo de Futebol, alguns fabricantes aproveitaram a sazonalidade este evento para faturar e também fizeram lançamentos neste sentido.
Além da cobertura da feira, com os acontecimentos do maior evento do mercado de brinquedos da América Latina, a Revista Brincar também traz as informações de outra feira, que ocorreu um pouco antes, só que em Nova York. Confira
Em Perfil, desvendamos o grupo de influenciadores Dos Rosa, que é sucesso em licenciamentos de brinquedos e tem público fiel no Youtube.
Na seção Associação, acompanhamos de perto o fim da ‘Taxa das Blusinhas’, e o movimento de mais de 50 entidades, como a ABRINQ, que defendem que a extinção da tributação de en¬comendas de até US$ 50 pelo governo federal causaria danos à economia nacional, perda de empregos, etc.
É só conferir.
Boa leitura a todos
Os Editores